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Como descrito pelo Dr Bruggemanet et al. , JOP 2016:  “ A Caquexia relacionada ao câncer é multifatorial, com perda de músculo esquelético, levando à piora funcional progressiva. Apesar de amplamente vista na prática clínica, a prevenção, identificação precoce e as intervenções na caquexia permanecem desafiadoras. O impacto da caquexia na qualidade de vida, toxicidades relacionas ao tratamento, função física e mortalidade estão bem estabelecidos. Contudo, estabelecer uma definição clínica significativa é algo desafiador se nos basearmos na perda de peso isoladamente. Tentativas de definir de forma mais abrangente através da composição corporal, função física e uso de biomarcadores moleculares, apesar de promissoras, ainda não são  incorporados na prática clínica.

Alguns agentes medicamentosos podem aumentar o peso, mas não resultam em melhora em resultados de interesse clínico como massa muscular, atividade física ou mortalidade.  O uso de rotina destas medicações é limitado por seus efeitos colaterais. Para o oncologista clínico, a identificação e manejo precoces da caquexia são críticos. Os oncologistas devem reconhecer a caquexia além da perda de peso isolada, mudando o foco para composição corporal e função física. De fato, tornar-se emaciado é um sinal tardio da caquexia que caracteriza o estado refratário.

Dado que a caquexia é uma síndrome multifatorial, ela requer identificação e intervenção multiprofissional precoces, incluindo otimização do tratamento oncológico(oncologistas), manejo de sintomas(paliativistas) nutrição(nutricionistas) exercícios(educadores físicos/fisioterapeutas) e suporte psicossocial (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais). Consequentemente, os oncologistas têm um papel em assegurar que estes recursos estejam disponíveis aos seus pacientes".