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É consenso entre os especialistas que as pessoas em tratamento do câncer devem usar proteção solar contínua. Entre os motivos estão as lesões e o escurecimento da pele, que são efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, o que pode ser potencializado pela exposição ao sol.

Apesar de ser fundamental para a saúde, o Sol emite um volume de radiação que pode ser muito nocivo ao ser humano. Falamos dos raios ultravioleta, que podem ser de 3 tipos: A, B e C. Comparativamente, os raios UVC são filtrados pela atmosfera, porém os UVA e UVB atingem plenamente a superfície da Terra.

 

Diferenças entre raios UVA e UVB

UVA - possuem intensidade constante durante todo o ano, ao longo do dia inteiro e, mais fortemente, entre 10h e 14h. É o responsável pelo envelhecimento precoce da pele e contribui para elevar a predisposição ao câncer.

UVB - são filtrados pela camada de ozônio e somente 10% de sua radiação chega à superfície terrena. Sua intensidade aumenta no verão e, além de serem responsáveis pelas queimaduras solares, contribuem significativamente para o aparecimento do câncer de pele, pois podem desencadear alterações nas células.

Quimioterapia, radioterapia e proteção solar

Existem agentes quimioterápicos que podem provocar alterações na pele. As mais frequentes são vermelhidão, ressecamento, coceira, descamação, irritação, escurecimento e sensibilização da pele. Especialistas recomendam que a proteção solar seja intensa até um ano após o término do tratamento radioterápico.

Durante o tratamento oncológico

Assim como o paciente oncológico precisa ficar atento à composição de produtos de higiene e beleza, como shampoos, sabonetes, desodorantes, hidratantes, entre outros, o mesmo ocorre quando falamos de protetores solares.

Os tipos mais comuns, disponíveis na maioria das farmácias e supermercados, são compostos por agentes químicos que reagem na pele formando uma camada protetora que inibe a ação dos raios UVB sobre a pele exposta. A fórmula desses produtos, no entanto, pode gerar irritações e reações alérgicas indesejadas no paciente oncológico mais do que na maioria da população em geral.

Portanto, fique atento à qualidade do protetor que você está usando e faça sempre a prova de toque antes de utilizar o produto em uma grande área do corpo. Aplique uma pequena quantidade em uma região delimitada da pele, preferencialmente o antebraço. Caso fique com dúvidas, consulte o seu dermatologista, ele saberá lhe orientar e pode, até mesmo, realizar o teste de alergia no consultório.

Como escolher o protetor solar ideal

A maioria dos protetores solares possuem em sua formulação componentes contraindicados ao paciente com câncer, como corantes, fragrâncias e conservantes. Além disso, muitos produtos vendidos no mercado brasileiro não oferecem proteção adequada às necessidades do paciente oncológico.

Basicamente, o produto adequado ao paciente com câncer será hipoalergênico, ou seja, que têm menos chances de causar alergias e de proteção UVA/UVB.

Como identificar o fator de proteção UVA

O fator de proteção expresso na embalagem dos produtos comercializados no Brasil costuma se referir ao raios UVB. Portanto, um protetor fator 30 protege sua pele 30 vezes mais contra os raios UVB. Mas e os raios UVA? Para identificar se o produto é eficiente contra a radiação UVA, você precisa prestar atenção em alguns aspectos:

PA ou PPD - quando não estiver escrito na embalagem que o produto tem proteção UVA, é assim que a informação pode constar.

PA sempre vem acompanhado de sinais de +. Um produto com proteção adequada será o que tiver expresso PA+++ ou além.

PPD significa Persistant Pigment Darkening e deve representar pelo menos um terço da proteção UVB. Ou seja, um protetor solar com FPS 30, deve oferecer PPD10, no mínimo.

Dica: quanto maior o fator PPD, mais protegida estará a sua pele.

 

Leia o rótulo do seu protetor solar e procure na composição dióxido de titânio e óxido de zinco. Eles são os agentes físicos mais comuns presentes na maioria dos fotoprotetores de alta qualidade.

O que significa proteção física?

O protetor solar é físico quando cria uma barreira física que reflete a radiação e impede a sua absorção pela pele. São agentes inorgânicos, ou seja, permanecem na superfície da pele, sem que sejam absorvidos pelo organismo. Devido a essa característica, também costumam ser mais difíceis de espalhar e deixam a pele levemente esbranquiçada.

A luz visível também pode representar um risco para o paciente oncológico

Luz visível é toda luz que pode ser vista a olho nu. Entram nesse grupo, além da luz do Sol, a luz emitida por telas de computadores, smartphones, televisores, lâmpadas e diversos outros aparelhos eletrônicos. Pesquisas sugerem que ela é tão nociva ao organismo quanto os raios UVA.

O protetor solar que protege contra a luz visível contém pigmento, assim como a base utilizada pelas mulheres como maquiagem. Dessa forma, é importante consultar o seu médico se você deve investir em produtos desse tipo durante o seu tratamento. Na dúvida, atenha-se à proteção contra a radiação ultravioleta A e B.

Outras maneiras de se proteger contra a radiação solar

Além de loções, cremes e géis específicos para a proteção, a cada ano, novas opções surgem no mercado da fotoproteção. As roupas e chapéus fotoprotetores costumam custar pelo menos 15% mais do que o de tecido comum, porém, para o paciente oncológico, pode ser um bom investimento.

Os tecidos que bloqueiam os raios solares começaram a ser desenvolvidos em 1996 na Austrália como forma de tentar diminuir os altos índices de melanoma na população, em sua maioria de pele clara. Hoje, esse tipo de tecido vem se popularizando e diversas marcas estão disponíveis no mercado brasileiro.

Fique atento para o que diz a etiqueta do produto. Roupas com proteção UV50 bloqueiam até 97,5% dos raios UVA e UVB.

Fotoproteção no dia a dia

Qual o melhor tipo de tecido para o paciente oncológico

Como não é possível manter-se o tempo todo vestido com roupas de tecido fotoprotetor, é necessário saber quais são os tipos de roupas mais adequadas para promover maior proteção contra os raios solares.

A pele do paciente oncológico precisa de conforto, portanto, prefira tecidos leves de algodão. Nesse caso, faça uso de protetores solares. Caso você opte por não utilizar cremes e loções com FPS, cubra a pele com tecidos escuros, preferencialmente poliamida, que imita o toque do algodão.

Chapéus: escolha um modelo de cor escura e de trama bem fechada, de algodão ou de palha natural. Quanto maior a aba, mais proteção para rosto, orelhas e pescoço. Estima-se que uma aba de 7,5cm seja suficiente para cobrir até o queixo.

 

Óculos: o mais importante na escolha do óculos é a qualidade das lentes. É fundamental que tenha proteção UV, portanto, precisam ser originais. Evite falsificações ou materiais de baixa qualidade. Se você já utiliza óculos de correção e deseja viajar para ambientes de praia, lagoa ou rio, encomende uma lente com grau para o seu óculos de sol, pois lentes de contato não são a melhor opção nesses lugares devido a maiores chances de infecção.

Luvas: os danos solares são cumulativos e as mãos, assim como a face, sofrem maior exposição ao longo da vida. Existem diversas opções de luvas fotoprotetoras e pode ser benéfico investir em uma peça dessas para a sua proteção.

Sombrinhas e Guarda-sóis: toda barreira física é útil contra a radiação solar. Se a sua sombrinha ou guarda-sol for produzida com tecido fotoprotetor, melhor ainda. Se não, não se preocupe, outros tecidos também colaboram na filtragem desses raios, diminuindo a incidência sobre a sua pele. Assim como as roupas, opte por um modelo de cor escura e trama densa.

Vidros e Cortinas: no carro, na sua casa ou escritório também é possível fazer algo para diminuir a sua exposição exagerada ao sol. A barreira física do vidro já diminui em cerca de 30% a intensidade dos raios solares. Com uma laminação ou instalação de uma cortina ou persiana, ele percentual certamente será bastante elevado.

Quando o assunto é proteção solar, você não precisa optar

Converse com o seu médico a respeito desse assunto e siga seus conselhos sobre os melhores horários para tomar sol, afinal de contas, sua saúde pode ser beneficiada pela exposição adequada aos raios solares.

Mas lembre-se, use o kit completo. Você não precisa optar entre protetor solar ou roupa ou guarda-sol. Utilize o maior número de barreiras possível, principalmente no horário mais crítico. Reaplique a loção a cada 2 horas ou conforme seja expresso na embalagem, não esqueça o chapéu e as roupas adequadas e, se for praticar atividade física, dê preferência para tecidos fotoprotetores.

 

Com essas atitudes, você poderá se relacionar com o Sol de forma saudável e segura neste verão, sem interferir no seu tratamento.  

 

O Dia Mundial do Câncer foi instituído no ano de 2005 pela União Internacional pelo Controle do Câncer e possui apoio da OMS. O dia 4 de fevereiro é a data escolhida para essa campanha que tem por objetivo aumentar a consciência e educação sobre a doença.

Para nós, da Oncotrata, a palavra do paciente sobre a sua trajetória, suas lutas, vitórias e revezes na batalha contra o câncer é de fundamental importância, pois cada indivíduo é único e merece ser ouvido, acolhido e respeitado de acordo com as suas necessidades.

Conheça um pouco do que pensa e sente alguns dos nossos pacientes sobre o caminho que os trouxe até aqui.

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Conheça a história da Aida:


Receber o diagnóstico de Carcinomatose Peritoneal foi muito apavorante. O primeiro pensamento foi “eu quero morrer”. E foi o que disse para o Dr. Marcelo Leite, que me respondeu: “o velhinho lá de cima é que sabe a hora”.

A 1ª coisa a fazer foi avisar a família e amigos próximos para compartilhar minha dor. E o apoio foi tanto que no outro dia eu queria era VIVER.

Minha família e amigos estiveram comigo sempre, me encorajando, me acompanhando, preparando minha alimentação e meu lanche, enfim, na luta comigo. E sem dramas. Isso me deu tanta força que encarei todo o processo com muita disposição para lutar.

A Oncotrata me recebeu de braços abertos desde a entrada na portaria até os lanches da Jéssica. Me senti como se todos ali fossem da minha família. Eu não me sentia doente. Ali eu recebia as gotas da Cura e ainda compartilhava minhas experiências com as “colegas de poltrona”.

Encarei a queda dos cabelos como uma oportunidade de mudar meu visual (sempre usei cabelos compridos). E os meus apoiadores adoravam minha careca. E eu também me achava linda. Assumi a careca usando fitinhas coloridas que minha amiga fez. Tenho várias.

Quando me perguntam como estou, eu digo sempre CADA DIA MELHOR. Procurei terapias paralelas porque faz parte da evolução e para ficar mais tranquila.

No processo doença/cura é preciso acreditar numa força superior e na energia de luz que há dentro de nós e ter o apoio da família e amigos.

Soma-se a tudo isto, as conversas com a Natália, as receitas da Fernanda, cujas fórmulas me deixam firme e forte e a equipe de enfermagem que com muita competência, serenidade e atenção me deixa tranquila.

Gratidão ao Dr. Matheus, à equipe do Dr. Omar Bacha, que realizou a cirurgia e à Dra. Carolina Canabarro que me cuida e esclarece com muito amor todas as minhas dúvidas.

Hoje encaro com serenidade e agradeço por cada novo amanhecer. Vivo um dia de cada vez.

 Conheça a história de Anke:

 

UM CAPÍTULO ESPECIAL EM MINHA VIDA

Em janeiro de 2003, a Equipe de rafting Feminina da Radical Sul, de Bento Gonçalves, começava seus treinos para o X Campeonato Brasileiro de Rafting, que seria em Nova Roma do Sul.


Nossos treinos eram todos os finais de semana. Em final de março fiz o meu check up anual na ginecologista. Quando veio o resultado da mamografia, foi sugerida uma mamotomia onde o diagnóstico final foi um câncer de mama inicial.


Quando fiquei sabendo do resultado, numa sexta-feira final de tarde, fui direto para casa e contar para a minha família. Minha mãe ficou preocupada e meu pai, já com Alzheimer, do seu jeito ainda entendia que eu estava com alguma coisa mais séria, ficou calado. Algumas lágrimas apareceram, mas em seguida dei dois telefonemas: o primeiro para uma pessoa que além de um grande, especial e eterno amigo, na época era o meu “ficante”, que não imaginava que poderia ser câncer; e o segundo para minha amiga e capitã da equipe de rafting Márcia, pois tinha que combinar a que horas iríamos viajar a Bento para os treinos e esta ficou super triste achando que eu não iria mais.


Em casa, pedi que contassem ao meu irmão e avisei que estava indo para meu último treino dentro do bote, e para equipe disse que estaria todos os finais de semana que eu pudesse na beira do Rio das Antas, dando o apoio que elas precisassem.


Os amigos de Bento ficaram tristes, mas otimistas. Na segunda-feira seguinte meu irmão e sua família, muito preocupados conversaram comigo e fomos ouvir a opinião de 2 a 3 médicos bem conceituados e comecei a ficar mais tranqüila, quando todos me disseram que um câncer inicial, ainda dentro dos ductos mamários, a cirurgia era rápida e com 95% de cura.


Na última médica, foi onde eu me senti mais à vontade e com uma segurança muito grande. Saí do consultório já com cirurgia marcada para 4 dias depois.


Feita a cirurgia chamada de setorectomia,  onde é retirada a área afetada e mais uma região de prevenção, a análise da biópsia (que acusou uma das células cancerígenas invasoras), foi sugerido o esvaziamento para a retirada dos linfonodos para maior segurança, que foi feita 10 dias depois.


Nesta segunda intervenção muitos no hospital já me conheciam fosse pela primeira cirurgia, ou fosse por tantas idas e vindas com pai, mãe, sobrinhos, visitas a amigos, recém nascidos, etc. Como gosto de dizer, virei Pós Graduada (PHD) em Hospital e sócia atleta do Hospital Moinhos de Vento. Na ocasião na sala onde ficam os pacientes aguardando os anestesistas, estávamos todos com os aventais limpinhos aguardando a hora da faca, 4 mulheres a acalentar um único homem que estava para fazer a sua primeira cirurgia na vida como se fosse uma roda de amigos a espera do chimarrão.


Na recuperação eu só queria saber do jogo do Grêmio e curiosa para saber em que quarto iria ficar, pois na primeira intervenção o mesmo fez muito sucesso com o número 169 e com as várias visitas divertidas que recebi; tive azar não foi o mesmo, mas as visitas sim.


Em casa, literalmente de molho por 15 dias, fui quebrando a monotonia assistindo as partidas do meu time de amigas e futebol com dreno e tudo. Com o dreno recém tirado, fiquei  namorando muito, com pontos, mas sem sexo selvagem com o meu namorado/ficante, tudo com autorização da minha médica.


Além disso, estava liberada para dirigir e com grandes possibilidades de competir, já que faltavam 20 dias para o campeonato e havia sido decidido que só precisaria fazer radioterapia.

Quando recebi a permissão para remar o campeonato ficou acertado que faria a radioterapia logo após a competição, e os 15 dias faltantes de fisioterapia 3 x por semana. Como me senti muito bem com o remo no final de semana anterior as provas, a nossa equipe foi denominada de AS MONSTRAS, nome que ficou até hoje.


Fizemos todas as provas e foi a maior superação para todas nós. O choro foi coletivo quando terminamos a primeira prova com um ótimo tempo. Infelizmente não ganhamos o campeonato, mas só de estar ali dentro do bote era algo inexplicável.


Só valeram as idas ao rio, aos jogos de futebol, o contato com os amigos, colegas, familiares, a volta o mais breve possível a vida normal. Tudo isso nos dá a energia que precisamos para refletirmos sobre o que nos levou ao câncer; que temos que mudar de vida, nos dando o direito de ter mais tempo para nós mesmas, de poder dizer não; de centralizar a nossa força para superarmos obstáculos, ponderando sobre tudo buscando sermos cada vez mais felizes.  

Este capítulo se passou quando eu tinha 39 anos. Hoje não tenho mais o ficante, mas tenho o meu maior amigo, companheiro, consultor, parceiro, ouvinte, e muito mais que não consigo expressar; o meu marido Ricardo, a quem reencontrei depois de conviver na adolescência,7 anos após a cirurgia, com quem hoje sou casada.


Obrigada aos meus médicos, amigos e familiares, que em qualquer lugar e de qualquer jeito foram e são tão importantes na minha vida.
Este capítulo passou e aprendi e continuo aprendendo muito depois dele, principalmente com as pessoas que comecei a conviver.

Meu nome é: Anke, nasci em 09/07/1963, não tive filhos, jogava futebol, pratico rafting quando oportuniza, faço caminhada e academia, cuido da minha alimentação e sou muito feliz!

Conheça a história de Vânio:

 

2º Sgt RR (aposentado) 48 anos casado, pai de três filhos e uma neta. Até setembro de 2017, tinha uma vida normal, sempre fazia meus exames de seis em seis meses sempre dando resultados normais, até que em final de setembro de 2017, tive alguns sintomas que me obrigaram a consultar com Proctologista, o qual no exame de colonoscopia, foi visto um tumor de 06 centímetros no intestino a 25 centímetros do ânus, sendo de imediato marcado uma cirurgia. Sendo retirado o tumor, o cirurgião também viu 4 metástase no fígado, após isso fui encaminhado à Clínica ONCOTRATA.

 

Quando recebemos um diagnóstico de câncer, parece que a gente perde o equilíbrio e cai, e não para mais de cair, se não nos controlarmos morremos só pelo fato de termos recebido a notícia, no primeiro momento eu quis me isolar, não falar para ninguém, depois resolvi enfrentar a doença de frente cabeça erguida, com medo mas no controle deste sentimento, graças a Deus tenho um Anjo ao meu lado, minha esposa Clarice que nunca saiu de perto de mim nem um minuto sempre me dando força.


Em 04 de Outubro de 2017, tive meu primeiro contato na Oncotrata, consulta com a Dra. Andrea Moretto. Em meu primeiro contato com a Dra. Andrea aconteceu algo que nunca vou me esquecer: com 47 anos de vida com diagnóstico de câncer a minha Oncologista me abraçou e me deu um beijo, nunca imaginei que na minha vida isso iria acontecer. Nesse dia começou a Guerra contra o câncer com um Batalhão de ANJOS, todos trabalhando na CLÍNICA (Quartel) ONCOTRATA.

 

Se nós pacientes oncológicos tivermos Fé, apoio da família, amigos e parentes, e ir fazer o Tratamento com os profissionais da Oncontrata, quero afirmar que só não sobrevive muito mais do que o diagnóstico fala, se o CARA lá de cima Deus, precisar urgentemente de nossos serviço.

 

Eu queria poder falar para todos os pacientes oncológicos que às vezes o nosso pessimismo, pânico, a falta de apoio das pessoas que nos rodeiam, nos matam muito mais rápido que o câncer.


Descobri que quando somos diagnosticados com qualquer tipo de câncer, raras vezes nos curamos mas sim temos uma sobrevida, principalmente com esses pilares:

DEUS, FÉ FAMÍLIA, MEDICINA E AMIGOS.

Quero dizer Dra. Natália que nunca falei nas vezes que tive oportunidade de falar nos eventos, que nunca em nenhum momento da minha vida desde o fatídico dia que soube que estava com câncer, nunca deixei de fazer projetos para minha vida por causa da doença, nunca pensei em um dia após o outro, só de pensar um dia após o outro parece sim que estou me matando aos poucos, e criar projeto para o meu futuro e dos meus filhos e esposa me deixou mais forte para enfrentar a doença.


Neste momento que estou escrevendo este relato é dia 23 de Janeiro de 2019, às 14 horas e 56 minutos estou fazendo da minha sala na Função de Diretor Operacional da Guarda Civil do Município de Imbé, projeto que tinha na minha vida antes da doença e que em nenhum momento perdi a Fé ou esperança que um dia assumiria essa função.


Essa frase foi completada pela Sra Dra, eu Disse em uma das consultas que tive com a Sra, “Doutora Eu Tenho muita FÉ” e a Senhora me respondeu: “Fé quem tem vive mais”, Vânio. Essa frase está tatuada nas minhas costas.

 

Conheça a história de Patrícia:

 

Me chamo Patrícia e tenho 58 anos e sou mãe de três filhos.

 

Em agosto de 2016 fui diagnosticada com câncer na mama esquerda, mas eu sentia dores nas costas, ou seja, metástase nos ossos e pulmão. Primeiro fiz radioterapia - 20 sessões direcionadas para a coluna e pulmão. As dores passaram.

 

Quando recebi a notícia foi um baque. minha filha estava viajando fazendo um curso, como ia dizer. Dividi somente com os dois filhos e meus pais. Mas também dividi com Padre Marcio da Igreja Auxiliadora que me deu bênção com a unção dos enfermos. Foi um remédio de fé e esperança.

 

Com a notícia perdi a minha voz, passei um bom tempo sem voz. Minha filha ligava perguntando das dores e eu falava que estava melhorando. Quando ela voltou, contei para ela e para meus irmãos.

 

Tive durante meu tratamento força de toda família, de amigos e da comunidade paroquial da Igreja Auxiliadora, onde sou coordenadora do conselho e participante das missas. Fiquei afastada das leituras e palestras, só fazia serviço burocrático.

 

A Quimioterapia começou dia 04 de outubro de 2016 e terminou em 17 de maio de 2017. Continuo fazendo a aplicação de ácido zonet e desde junho de 2017 tomo anastrozol.

Em julho de 2017 fiz a cirurgia para a retirada da mama esquerda e colocar a prótese, mas não consegui ficar com a prótese e retirei. Fiquei até abril de 2018 sem prótese, quando coloquei um expansor e em agosto fiz a reconstrução da mama.

 

Durante todo o tratamento não me fiz de vítima, eu tinha uma doença mas eu não era uma doente. Caíram os cabelos mas usei peruca.

 

Depois da cirurgia, Dra. Ana Paula mandou eu dividir as energias no Mais Vida onde faço todas as segundas reiki e psicologia.

 

Está me fazendo muito bem. Meu conselho a todos: tem que ser vitoriosa, sempre com fé, força, ser forte e conte com o apoio de casa e dos amigos.

Premiação equivalente a R$ 4 milhões foi concedida a dois médicos imunologistas pela descoberta de uma nova e promissora possibilidade de tratamento contra a doença

Estudos Desenvolvidos pelos imunologistas James P  Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão, inspiraram a criação de medicamentos que impedem a fuga das células do câncer, permitindo que o sistema imunológico consiga combatê-las. Eles decobriram que o sistema imunológico do corpo pode ser aproveitado para atacar as células cancerígenas em escala.

James P Allison, professor e presidente de imunologia no Centro de Câncer MD Anderson da Universidade do Texas, estudou a proteína CTLA-4, que é conhecida por "frear" o sistema imunológico. Dessa maneira, ele percebeu que havia como liberá-la para atacar tumores. Tasuku Honjo, professor de imunologia da Universidade de Kyoto, descobriu a proteína PD-1, que também funciona como uma forma de travar a evolução de tumores. 

De acordo com os estudos, a própria imunidade do ser humano procura e destrói células mutadas, porém as células cancerígenas encontram maneiras de desviar desse ataque para continuar crescendo. Portanto, o princípio do mecanismo descoberto está justamente em desativar esse “freio” do sistema imunológico. 

A imunoterapia, que mira mais especificamente nas células cancerígenas, é considerada uma nova fronteira nos tratamentos contra o câncer. No entanto, ela funciona em aproximadamente 15 a 20% dos pacientes. Os cientistas ainda não sabem exatamente quem vai se beneficiar e o porquê. Os tratamentos possuem efeitos colaterais, mas apresentaram resultados eficazes até em casos de câncer em estágio avançado.

 

Fonte: com informações da BBC e G1

A caquexia no paciente oncológico caracteriza-se por perda de função motora, perda de tecido muscular, perda de peso-não-voluntária, perda ou não de tecido adiposo e aumento da taxa metabólica basal, contribuindo para a piora da qualidade de vida e diminuição da longevidade do paciente.

Apesar de a caquexia associada ao câncer constituir causa direta da mortalidade em até 40% dos pacientes, a síndrome da caquexia raramente é identificada ou diagnosticada. Ainda com menor frequência, é tratada, verificando-se que apenas 2,4% dos pacientes com câncer recebem o diagnóstico de caquexia.

A alimentação é de grande importância para a melhora do quadro do paciente caquético-oncológico, devendo sempre estar de acordo com as suas necessidades calóricas, podendo fazer uso da Terapia Nutricional Oral ou Terapia Enteral quando necessário. O aumento do fracionamento da dieta auxilia na aceitação do alimento, que pode vir a diminuir devido à falta de apetite do paciente com caquexia.

Porém qual é o melhor tratamento? O diagnóstico precoce! É imprescindível que se faça acompanhamento nutricional do paciente, verificando as medidas antropométricas, a presença de perda de massa muscular e de peso, avaliação dos sinais e sintomas relacionados a nutrição.

O tratamento da Caquexia deve ser Interdisciplinar, com a atuação do Médico, Nutricionista, Psicólogo, Fisioterapeuta e Educador Físico.

 

Elaborado por Gustavo Fusquine (Estagiário de Nutrição) e Nutricionista Oncológica Fernanda S. Bortolon

Como descrito pelo Dr Bruggemanet et al. , JOP 2016:  “ A Caquexia relacionada ao câncer é multifatorial, com perda de músculo esquelético, levando à piora funcional progressiva. Apesar de amplamente vista na prática clínica, a prevenção, identificação precoce e as intervenções na caquexia permanecem desafiadoras. O impacto da caquexia na qualidade de vida, toxicidades relacionas ao tratamento, função física e mortalidade estão bem estabelecidos. Contudo, estabelecer uma definição clínica significativa é algo desafiador se nos basearmos na perda de peso isoladamente. Tentativas de definir de forma mais abrangente através da composição corporal, função física e uso de biomarcadores moleculares, apesar de promissoras, ainda não são  incorporados na prática clínica.

Alguns agentes medicamentosos podem aumentar o peso, mas não resultam em melhora em resultados de interesse clínico como massa muscular, atividade física ou mortalidade.  O uso de rotina destas medicações é limitado por seus efeitos colaterais. Para o oncologista clínico, a identificação e manejo precoces da caquexia são críticos. Os oncologistas devem reconhecer a caquexia além da perda de peso isolada, mudando o foco para composição corporal e função física. De fato, tornar-se emaciado é um sinal tardio da caquexia que caracteriza o estado refratário.

Dado que a caquexia é uma síndrome multifatorial, ela requer identificação e intervenção multiprofissional precoces, incluindo otimização do tratamento oncológico(oncologistas), manejo de sintomas(paliativistas) nutrição(nutricionistas) exercícios(educadores físicos/fisioterapeutas) e suporte psicossocial (psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais). Consequentemente, os oncologistas têm um papel em assegurar que estes recursos estejam disponíveis aos seus pacientes".

A cúrcuma, ou açafrão-da-terra, é um tempero muito utilizado na Índia, que vem ganhando mais espaço e anda chamando a atenção dos cientistas pelo mundo, especialmente quando se fala em câncer.

O Centro de Câncer MD Anderson, nos Estados Unidos, líder em pesquisas sobre a doença, orienta os pacientes a adotarem, de forma gradual, a dose de 8 gramas de curcumina ao dia. Ou seja, cerca de duas colheres de sopa do tempero.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o professor de bioquímica José Cláudio Moreira avaliou o uso da curcumina no câncer cerebral de cobaias. Ele relata que foi constatado a diminuição de 45 a 60% dos tumores nos animais que receberam a substância. E sem efeito tóxico.

O ingrediente indiano, no entanto, tem outros benefícios! Pode ser utilizado contra problemas inflamatórios intestinais e infecções mais comuns em quem passou por uma cirurgia no aparelho digestivo.

Para aproveitar o que a curcumina tem de melhor e conseguir, assim, resultados positivos na saúde, é importante inseri-la em uma alimentação equilibrada e sem exageros: recomenda-se a quantidade máxima de 5 gramas, o mesmo que uma colher de chá. O suficiente para o prato encher os olhos e, de quebra, fazer jus à fama do ingrediente.