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Notícias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro tratamento de imunoterapia para pacientes com câncer de mama no país. O registro do atezolizumabe foi publicado na última segunda-feira, 13/05, no Diário Oficial da União.

Esse tipo de terapia aumenta a sobrevida de mulheres com um tipo de câncer de mama específico, o triplo-negativo, relativamente raro e que constitui o subtipo mais grave dos tumores de mama. Isso representa cerca de 15% dos tumores de mama, que são normalmente tratados com quimioterápicos tradicionais, pouco eficazes contra a doença metastática. De acordo com Dr. Sergio Simon, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), dentro desse grupo de pacientes com câncer triplo-negativo, 40% irão se beneficiar desse tratamento. Isso é definido pela expressão da proteína PD-L1, um receptor localizado na superfície das células imunes que indica a possibilidade de sucesso com o tratamento de imunoterapia.

A aprovação foi baseada no estudo IMpassion 130, apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia (ESMO), em outubro do ano passado, e publicado na revista científica The New England Journal of Medicine em novembro. "Foi o primeiro estudo de fase 3 a evidenciar benefícios significativos de imunoterapia em câncer de mama metastático", explica Dr. Sergio. O estudo comprovou a redução de 38% do risco de progressão da doença ou morte e ganho de 10 meses de sobrevida global.

O Brasil é um dos primeiros países do mundo a aprovar esse tipo de tratamento. Nos EUA, a aprovação pela agência norte-americana de medicamentos, o FDA, ocorreu em março deste ano. No mesmo mês, a SBOC divulgou um posicionamento sobre a importância da celeridade na aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras.

Agora, os próximos passos são as incorporações ao rol da ANS e ao SUS. "É importante ressaltar a necessidade de assegurar o controle de qualidade na identificação das pacientes triplo-negativo, e também de garantir o acesso e o treinamento dos patologistas para a correta testagem da expressão de PD-L1, pois em tempos de medicina de precisão e de custos elevados do tratamento oncológico a correta identificação garante a medicação certa para a paciente certa", conclui Dr. Sergio.

 

Fonte: SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica

Pacientes oncológicos devem tomar a vacina da gripe

Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, temperaturas mais baixas passam a fazer parte dos nossos dias. Sendo assim, o clima fica propício para a transmissão de vírus e para a proliferação de fungos e bactérias.

 A Gripe causada pelo H1N1 tem sintomas semelhantes à infecção causada pelos outros subtipos do vírus Influenza (subtipo A H3N2 e subtipos B), porém algumas pessoas como idosos, crianças, gestantes e indivíduos com doenças crônicas possuem um risco maior de desenvolver complicações.

 A vacinação é a melhor e mais segura forma de se proteger contra a doença e suas implicações. Entretanto, existe sempre a dúvida:

Pacientes oncológicos devem tomar a vacina da gripe?

Assim como nos casos de outros tipos de vacinas, pacientes com câncer e em tratamento de quimioterapia têm dúvidas se podem ou não tomar a vacina da gripe. Segundo o site Oncoguia, a vacina é feita com o vírus morto, ela não causa resfriado ou gripe, e pode ser dada para pacientes imunossuprimidos. Da mesma maneira, a vacina pode ser dada a pacientes em tratamento com hormonioterapia.

 

Pacientes que realizam imunoterapia, no entanto, devem discutir com seus médicos antes de receber qualquer vacina por conta de possíveis efeitos colaterais.

 

É preciso ficar atento para pacientes em quimioterapia. De acordo com os quimioterápicos e a imunossupressão que o paciente apresenta, ele pode não ter uma boa resposta imune e não desenvolver os anticorpos necessários para se defender da gripe. Por isso, em muitos casos, é importante que os familiares e cuidadores próximos também sejam vacinados, diminuindo assim a chance do paciente entrar em contato com o vírus.

 

De qualquer forma, a equipe Oncotrata sempre orienta os pacientes a conversar com seu médico oncologista antes de realizar qualquer procedimento médico, incluindo as vacinas de qualquer tipo.

Como se prevenir da gripe?

Além da vacinação, é importante lembrar que existem outras medidas que são importantes para a prevenção da doença e podem ser incluídos no dia a dia da família:

  • Lavar e higienizar as mãos com frequência.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talher, copo e garrafa.
  • Evitar tocar mucosas do olho, nariz e boca.
  • Ter boa alimentação e beber bastante líquido.
  • Evitar contato com pessoas que estejam com sintomas da gripe.

  • Manter a sua casa bem arejada.

O que é a gripe?

A gripe é uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global, causada pelo vírus da influenza. Há três tipos de vírus da influenza: A, B e C. Pode se disseminar facilmente entre as pessoas.

Quais os sintomas da gripe?

Febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta. A Influenza (gripe), se não tratada a tempo, pode evoluir para pneumonia ou outras complicações, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de cinco anos, gestantes e doentes crônicos.

Como a gripe é transmitida?

A transmissão da gripe ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz.

 Todos os anos, a oferta de chocolates, peixes e vinhos costuma aumentar durante o período de Páscoa. Por isso, fomos consultar a nossa nutricionista, Fernanda Bortolon, sobre recomendações gerais para a dieta dos pacientes que estão passando por tratamento oncológico.

Veja o que ela nos diz:

1)    O chocolate não é prejudicial durante o tratamento.

Os chocolates com mais de 50% de cacau possuem alto teor de cacau, ou seja, são os chocolates amargos. Geralmente, eles contêm menos gordura e mais substâncias antioxidantes. As versões mais fáceis de encontrar têm 50, 60 e 70% de cacau – e são deliciosas!

Doses de 20g de chocolate amargo ao dia ainda podem auxiliar na fadiga, muito comum durante o tratamento de câncer.

Uma atenção especial aos pacientes que apresentam diarreia e náuseas, que devem evitar o consumo. Pacientes diabéticos devem optar pelas versões sem açúcar e os intolerantes a lactose optar pelos chocolates livres de lactose.

2)    O peixe tem muitos benefícios.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda o consumo de peixe utilizando diversas formas de preparo – assado, grelhado, ensopado ou cozido. São fontes de proteína, gorduras saudáveis, ricos em ômega 3, vitamina D , nutrientes importantes para a manutenção da saúde cerebral, previne doenças cardiovasculares, entre outros benefícios.

3)  Durante o período de tratamento quimioterápico não é indicado o consumo de peixes crus e deve-se dar uma atenção redobrada para os cuidados de higiene.

Deve-se optar por comprar peixes congelados, bem embalados, acondicionados em temperatura adequada e sem acúmulo de gelo ou água na embalagem.

4) O consumo de bebida alcoólica depende do tipo de câncer e dos efeitos colaterais observados pelo paciente.

Pacientes oncológicos podem consumir bebida alcóolica com algumas condições.

Primeiramente, não devem apresentar feridas na boca, laringe ou qualquer região do trato digestivo superior ou inferior, já que o álcool pode piorar a gravidade destas lesões.

Os pacientes oncológicos podem consumir bebida alcoólica respeitando os limites diários, ou seja, uma dose para as mulheres e duas doses para os homens. Entende-se como uma dose a quantidade de uma latinha de cerveja ou uma taça de vinho.

A pessoa mais indicada para esclarecer caso a caso é o médico oncologista, que vai poder dizer se o paciente oncológico pode consumir bebida alcoólica durante e após o tratamento, especificamente para cada caso e cada paciente.”

 

Natalia Schopf Frizzo

 

Aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante – coisa ou pessoa – na sua

vida, isso não se perde.

Caio Fernando Abreu

 

Mesmo que a condição de saúde perca inicialmente para a nova condição de doença, podemos salvar a mente, enquanto o corpo recobre, por meio do tratamento, seu equilíbrio.

Contudo, mesmo diante das drogas mais potentes para combate ao câncer, alguns pontos de apoio podem favorecer melhores resultados, ou contribuírem para um pior enfrentamento da enfermidade. E tais pontos não necessariamente surgem a partir do diagnóstico, mas sim se constituem parte de tudo que somos, e aí sim, a partir da notícia da doença, temos uma nova chance de modificá-los.

Por exemplo, você já ponderou o fato de que as pessoas com as quais convive terem poder de afetar seus caminhos e escolhas? Familiares, amigos, mentores, são todos de fato inestimáveis e necessários. Laços afetivos são a base da nossa construção de ser no mundo, e oferecem-nos ao nascer, a oportunidade de experimentar um universo inteiro de possibilidades. Um Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto, feito em Harvard comprova, inclusive, que ao fim de tudo, o que é importante para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos relacionamentos que cultivamos.

Desse modo então, nos cabe pensar que assim como boas relações contribuem para melhoria de nossa saúde e impactam na nossa qualidade de vida, relacionamentos conturbados e adoecidos podem gerar impactos negativos, mesmo que eles nos pareçam inconscientes. Refletirmos sobre o ambiente que nos circunda, principalmente sobre as pessoas inseridas nele, tem, então, um forte impacto sobre quem você irá se tornar. Nossa vida social tem forte relação com os resultados que alcançamos.

Mas o que vem a ser uma relação de qualidade? É aquela em que você se sente seguro, em que você pode ser você mesmo. Por isso toda a rede de apoio que é mantida, é revelada, é descoberta a partir da notícia do câncer, importa. Costumo dizer que esta rede constitui um dos 3 pilares do tratamento (remédio certo na hora certa, rede de apoio e espiritualidade). E esta rede compõe-se daqueles que amamos. Sejam família, amigos, animais de estimação, e profissionais de saúde. Ter liberdade de expressão e confiança permite trafegar firme e não sentir-se só.

Você tem o poder de controlar quem você se torna. Mas é preciso aprender a conhecer a si e aos outros. Em um momento de crise – como é a doença – há muitas formas das pessoas reagirem. Algumas se aproximam por curiosidade ou empatia. Outras mais íntimas achegam-se porque se sentem aptas a ajudar, confortar, amparar. Mas há aquelas que se afastam. Algumas porque realmente não se sentem íntimas o suficiente, outras simplesmente porque não sabem como auxiliar. Talvez para essas últimas, a impressão seja de sentirem-se inaptas para lidar com algo tão delicado e, no receio de atrapalhar, distanciam-se. E nesta hora a sabedoria exige de nós compreensão. A hora da crise é seleta. Elege aqueles que conseguem oferecer seu melhor. E o nosso melhor a fazer é acolher quem está pronto. Esta não é a hora do julgamento, da decepção ou de novas crises. É hora de deixar perto, quem se dispôs a ficar. De ganhar os colos, os mimos, as ‘broncas do bem’. De poder dizer não para o que não consegue fazer ou sim para o que ainda deseja e consegue realizar sozinho. É a hora da verdade. E se você souber usar amor, quem escolheu ficar, permanece. Mesmo na crise.

Mas não confundam rede social e apoio social. Neste universo em que muitos olham apenas para seu umbigo, dizer que tem e ter de fato são coisas bastante distintas. A rede social refere-se à dimensão estrutural – família, vizinhos, amigos, organizações religiosas, sistema de saúde. Estas são ‘teias de relações’ que interligam pessoas. Já o apoio social, tem a ver com vínculos afetivos. Associa-se aos recursos oferecidos pela teia, que podem gerar efeitos físicos, emocionais e comportamentais para o indivíduo. Este apoio torna-se, então, uma relação de troca e de envolvimento entre quem presta o apoio e quem o recebe (Rodrigues & Ferreira, 2012; Santana, Zanin & Maniglia, 2008, Lacerda, 2010; Leonidas, 2012).

Assim, mais uma vez retornamos ao ponto que une todo relacionamento saudável: o amor. Só quem ama torna-se forte o suficiente para ficar, mesmo quando tudo parece duro demais para dar conta. Então quem fica, escolheu de fato ficar. Muitos pacientes chegam ao consultório com a queixa principal que curiosamente não é o “medo do câncer”. Muitos me revelam que seu principal ponto de preocupação é ‘não fazer sofrer aquele a quem ama’. Por conta disso, diversas vezes o doente esconde o que sente, abafa seus sintomas e principalmente suas emoções. Silencia-se sobre as questões profundas e existenciais. Não divide os medos, as expectativas, e tolera muito mais a dor antes de revela-la quase que em um ponto já insuportável.

Eu costumo dizer que em todo relacionamento a relação é especular. Meu amado paciente, minha incansável família: o que acontece a um de vocês, inevitavelmente refletirá no outro. A sua expressão cansada ou triste será reconhecida mesmo que você não queira transparecer. Suas lágrimas correntes serão perceptíveis mesmo já secas,  pelo olho vermelho ou pelo rosto inchado. Seus silêncios sem fim dirão mais que milhares de palavras ou seu discurso de que sempre ‘está tudo bem’ em algum momento gerará estranheza para aqueles que verdadeiramente o conhecem.

Relação de espelho. Ninguém consegue, por muito tempo, fingir ser o que não se é. Ainda bem, porque isso não faz bem para a mente, para o espírito e muito menos para o corpo. Estressores psicossociais diminuem a eficiência do sistema imunológico e já há inúmeros estudos comprovando isso.  O adoecer em câncer é uma experiência profunda que testa nossa imunidade a reagir a todo instante. Costumo dizer que nossos soldados de defesa (como eu apelido carinhosamente a imunidade), funcionam como pessoas, que precisam do alimento, hidratação e afeto corretos para manterem-se vivos e saudáveis. Se pensarmos, então, na doença como uma presença da qual necessitamos nos defender, os aliados nesta missão farão toda a diferença.

Então pense e repense em quem será parte do seu exército externo, para que seus soldados internos reajam adequadamente. Aceite ajuda daqueles que julgar importante. Afaste-se daqueles que não conseguirão somar neste momento. Isso auxiliará sua qualidade de vida, proporcionará ganhos na autoestima, diminuirá sentimentos como o medo e a insegurança. Converse com quem lhe é significativo. Informe sua equipe de saúde sobre essas pessoas. Sua equipe também será sua rede, por isso confiar nela também importa. Direcione-os a saber identificar quem é ou quais  são seus eleitos para assessorá-lo na jornada. Pois, se os aliados podem ajudá-lo a florescer, do contrário, uma rede disfuncional pode influenciar negativamente todas as fases de seu tratamento e recuperação. Portanto, observe se você está participando apenas de uma rede social de apoio ou se está recebendo apoio afetivo de fato.

E também falando em amor, na rede de apoio afetivo cabe pesar a relação conjugal. Maturana (2001) já dizia que “o que é especialmente humano no amor não é o amor, mas o que fazemos no amor enquanto humanos” (p.185). Portanto, todos os atos de aproximação ou afastamento neste momento de enfermidade também importam. São diversos os desafios impostos a quem trata um câncer. Muitos são psicológicos e vários são de impacto direto no corpo. As alterações de imagem por cirurgia, cicatrizes, perda de mamas, bolsa de colostomia, perda de pelos, de cabelo, enfim, somam-se às representações emocionais que acompanham os significados dados por cada um a este processo.

E, naturalmente, é possível que ao impactar o modo como as pessoas se sentem consigo mesmas, também afete o modo como se relacionam na intimidade com outra pessoa. O grande ponto significativo nesta história é que enquanto existir alguém cuidando é porque o amor está presente, mesmo sendo manifestado em diferentes sentimentos, a partir da história de cada casal. Então, se houve intimidade suficiente para unir duas pessoas, deve continuar existindo para conversar sobre as angústias desta nova fase, sobre os constrangimentos e limitações diante das mudanças físicas, sobre as alterações de libido ou psicológicas que a doença e tratamento trouxeram. Há cônjuges que não manifestam seu desejo sexual, por exemplo, porque presumem que o outro não consentirá e há, por outro lado, pacientes desejosos de serem amados constrangidos porque deixaram de ser procurados. Diálogo. É o único caminho possível para todas as relações saudáveis. E precisamos experimentar mais isso.

E finalmente para os valentes que desejam chegar ou chegam ao fim de seus tratamentos oncológicos, a recidiva da doença sopra ventos gelados ao pé do ouvido. E por isso todo esforço (dentro da singularidade possível de cada um) vale a pena como tentativa de impedir essa concretização. Aí trago mais um estudo para o conhecimento aqui partilhado: ‘ter uma vida social ativa é uma das medidas protetoras para recidiva do câncer’. A análise desenvolvida pela Divisão de Pesquisas da Kaiser Permanente, em Oakland, na Califórnia, verificou os dados de 10 mil pacientes e concluiu que mulheres solitárias que haviam passado por um tratamento oncológico mamário tinham risco 40% maior de ter uma recidiva da doença e 60% maior de falecer em decorrência do câncer de mama.

Mas a ideia não é assustar e sim estimular. Validar que a vivência de bons momentos ao lado de pessoas significativas além de ser uma gostosura protege nossa saúde. Lembrar que podemos sempre fazer escolhas para equilibrar mente-corpo-espírito. Atentar para o fato que pessoas solitárias tendem a praticar menos atividades físicas, a fumar e beber, aumentando o risco de desenvolvimento do câncer. E neste cenário também acaba sendo comum frequentes queixas de insônia. E precisamos aprender que o sono é reparador fundamental para o fortalecimento e restauração da nossa imunidade.

Ou seja, ao escolher a si em primeira instância e aos outros significativos que o acompanharão nesta jornada, lembre-se das palavras de Osho que afirma: “Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por você.
Você é uma obra de arte — impossível de repetir, incomparável, absolutamente única”.

Cuide-se e conte conosco para ajudá-lo em todo o possível!







Rodrigues, J. S. M., & Ferreira, N. M. L. A. (2012). Estrutura e funcionalidade da rede de apoio social do adulto com câncer. Acta Paul Enferm, 25(5), p.781-787. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n5/21.pdf

Santana, J. J. R. A., Zanin, C. R., & Maniglia, J. V. (2008). Pacientes com câncer: enfrentamento, rede social e apoio social. Paidéia, 18(40), p.371-384. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/paideia/v18n40/13.pdf

Lacerda, A. (2010). Redes de apoio social no sistema da dádiva: um novo olhar sobre a integralidade do cuidado no cotidiano de trabalho do agente comunitário de saúde. (Tese de doutorado, Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Rio de Janeiro). Recuperado de http://bases.bireme.br/cgi-bin/ wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LIL ACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=616672&indexSearch=ID.

Leonidas, C. (2012). Redes sociais e apoio social no contexto dos transtornos alimentares. (Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto). Recuperado de http://www.ffclrp.usp.br/imagens_defesas/17_12_2012__11_16_29__61.pdf

 

Maturana, H. R.(2001). Reflexões sobre o amor. Em H.R. Maturana, C. Magro, M. Graciano & N. Vaz(Orgs.), A ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG.

 

É consenso entre os especialistas que as pessoas em tratamento do câncer devem usar proteção solar contínua. Entre os motivos estão as lesões e o escurecimento da pele, que são efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, o que pode ser potencializado pela exposição ao sol.

Apesar de ser fundamental para a saúde, o Sol emite um volume de radiação que pode ser muito nocivo ao ser humano. Falamos dos raios ultravioleta, que podem ser de 3 tipos: A, B e C. Comparativamente, os raios UVC são filtrados pela atmosfera, porém os UVA e UVB atingem plenamente a superfície da Terra.

 

Diferenças entre raios UVA e UVB

UVA - possuem intensidade constante durante todo o ano, ao longo do dia inteiro e, mais fortemente, entre 10h e 14h. É o responsável pelo envelhecimento precoce da pele e contribui para elevar a predisposição ao câncer.

UVB - são filtrados pela camada de ozônio e somente 10% de sua radiação chega à superfície terrena. Sua intensidade aumenta no verão e, além de serem responsáveis pelas queimaduras solares, contribuem significativamente para o aparecimento do câncer de pele, pois podem desencadear alterações nas células.

Quimioterapia, radioterapia e proteção solar

Existem agentes quimioterápicos que podem provocar alterações na pele. As mais frequentes são vermelhidão, ressecamento, coceira, descamação, irritação, escurecimento e sensibilização da pele. Especialistas recomendam que a proteção solar seja intensa até um ano após o término do tratamento radioterápico.

Durante o tratamento oncológico

Assim como o paciente oncológico precisa ficar atento à composição de produtos de higiene e beleza, como shampoos, sabonetes, desodorantes, hidratantes, entre outros, o mesmo ocorre quando falamos de protetores solares.

Os tipos mais comuns, disponíveis na maioria das farmácias e supermercados, são compostos por agentes químicos que reagem na pele formando uma camada protetora que inibe a ação dos raios UVB sobre a pele exposta. A fórmula desses produtos, no entanto, pode gerar irritações e reações alérgicas indesejadas no paciente oncológico mais do que na maioria da população em geral.

Portanto, fique atento à qualidade do protetor que você está usando e faça sempre a prova de toque antes de utilizar o produto em uma grande área do corpo. Aplique uma pequena quantidade em uma região delimitada da pele, preferencialmente o antebraço. Caso fique com dúvidas, consulte o seu dermatologista, ele saberá lhe orientar e pode, até mesmo, realizar o teste de alergia no consultório.

Como escolher o protetor solar ideal

A maioria dos protetores solares possuem em sua formulação componentes contraindicados ao paciente com câncer, como corantes, fragrâncias e conservantes. Além disso, muitos produtos vendidos no mercado brasileiro não oferecem proteção adequada às necessidades do paciente oncológico.

Basicamente, o produto adequado ao paciente com câncer será hipoalergênico, ou seja, que têm menos chances de causar alergias e de proteção UVA/UVB.

Como identificar o fator de proteção UVA

O fator de proteção expresso na embalagem dos produtos comercializados no Brasil costuma se referir ao raios UVB. Portanto, um protetor fator 30 protege sua pele 30 vezes mais contra os raios UVB. Mas e os raios UVA? Para identificar se o produto é eficiente contra a radiação UVA, você precisa prestar atenção em alguns aspectos:

PA ou PPD - quando não estiver escrito na embalagem que o produto tem proteção UVA, é assim que a informação pode constar.

PA sempre vem acompanhado de sinais de +. Um produto com proteção adequada será o que tiver expresso PA+++ ou além.

PPD significa Persistant Pigment Darkening e deve representar pelo menos um terço da proteção UVB. Ou seja, um protetor solar com FPS 30, deve oferecer PPD10, no mínimo.

Dica: quanto maior o fator PPD, mais protegida estará a sua pele.

 

Leia o rótulo do seu protetor solar e procure na composição dióxido de titânio e óxido de zinco. Eles são os agentes físicos mais comuns presentes na maioria dos fotoprotetores de alta qualidade.

O que significa proteção física?

O protetor solar é físico quando cria uma barreira física que reflete a radiação e impede a sua absorção pela pele. São agentes inorgânicos, ou seja, permanecem na superfície da pele, sem que sejam absorvidos pelo organismo. Devido a essa característica, também costumam ser mais difíceis de espalhar e deixam a pele levemente esbranquiçada.

A luz visível também pode representar um risco para o paciente oncológico

Luz visível é toda luz que pode ser vista a olho nu. Entram nesse grupo, além da luz do Sol, a luz emitida por telas de computadores, smartphones, televisores, lâmpadas e diversos outros aparelhos eletrônicos. Pesquisas sugerem que ela é tão nociva ao organismo quanto os raios UVA.

O protetor solar que protege contra a luz visível contém pigmento, assim como a base utilizada pelas mulheres como maquiagem. Dessa forma, é importante consultar o seu médico se você deve investir em produtos desse tipo durante o seu tratamento. Na dúvida, atenha-se à proteção contra a radiação ultravioleta A e B.

Outras maneiras de se proteger contra a radiação solar

Além de loções, cremes e géis específicos para a proteção, a cada ano, novas opções surgem no mercado da fotoproteção. As roupas e chapéus fotoprotetores costumam custar pelo menos 15% mais do que o de tecido comum, porém, para o paciente oncológico, pode ser um bom investimento.

Os tecidos que bloqueiam os raios solares começaram a ser desenvolvidos em 1996 na Austrália como forma de tentar diminuir os altos índices de melanoma na população, em sua maioria de pele clara. Hoje, esse tipo de tecido vem se popularizando e diversas marcas estão disponíveis no mercado brasileiro.

Fique atento para o que diz a etiqueta do produto. Roupas com proteção UV50 bloqueiam até 97,5% dos raios UVA e UVB.

Fotoproteção no dia a dia

Qual o melhor tipo de tecido para o paciente oncológico

Como não é possível manter-se o tempo todo vestido com roupas de tecido fotoprotetor, é necessário saber quais são os tipos de roupas mais adequadas para promover maior proteção contra os raios solares.

A pele do paciente oncológico precisa de conforto, portanto, prefira tecidos leves de algodão. Nesse caso, faça uso de protetores solares. Caso você opte por não utilizar cremes e loções com FPS, cubra a pele com tecidos escuros, preferencialmente poliamida, que imita o toque do algodão.

Chapéus: escolha um modelo de cor escura e de trama bem fechada, de algodão ou de palha natural. Quanto maior a aba, mais proteção para rosto, orelhas e pescoço. Estima-se que uma aba de 7,5cm seja suficiente para cobrir até o queixo.

 

Óculos: o mais importante na escolha do óculos é a qualidade das lentes. É fundamental que tenha proteção UV, portanto, precisam ser originais. Evite falsificações ou materiais de baixa qualidade. Se você já utiliza óculos de correção e deseja viajar para ambientes de praia, lagoa ou rio, encomende uma lente com grau para o seu óculos de sol, pois lentes de contato não são a melhor opção nesses lugares devido a maiores chances de infecção.

Luvas: os danos solares são cumulativos e as mãos, assim como a face, sofrem maior exposição ao longo da vida. Existem diversas opções de luvas fotoprotetoras e pode ser benéfico investir em uma peça dessas para a sua proteção.

Sombrinhas e Guarda-sóis: toda barreira física é útil contra a radiação solar. Se a sua sombrinha ou guarda-sol for produzida com tecido fotoprotetor, melhor ainda. Se não, não se preocupe, outros tecidos também colaboram na filtragem desses raios, diminuindo a incidência sobre a sua pele. Assim como as roupas, opte por um modelo de cor escura e trama densa.

Vidros e Cortinas: no carro, na sua casa ou escritório também é possível fazer algo para diminuir a sua exposição exagerada ao sol. A barreira física do vidro já diminui em cerca de 30% a intensidade dos raios solares. Com uma laminação ou instalação de uma cortina ou persiana, ele percentual certamente será bastante elevado.

Quando o assunto é proteção solar, você não precisa optar

Converse com o seu médico a respeito desse assunto e siga seus conselhos sobre os melhores horários para tomar sol, afinal de contas, sua saúde pode ser beneficiada pela exposição adequada aos raios solares.

Mas lembre-se, use o kit completo. Você não precisa optar entre protetor solar ou roupa ou guarda-sol. Utilize o maior número de barreiras possível, principalmente no horário mais crítico. Reaplique a loção a cada 2 horas ou conforme seja expresso na embalagem, não esqueça o chapéu e as roupas adequadas e, se for praticar atividade física, dê preferência para tecidos fotoprotetores.

 

Com essas atitudes, você poderá se relacionar com o Sol de forma saudável e segura neste verão, sem interferir no seu tratamento.  

 

O Dia Mundial do Câncer foi instituído no ano de 2005 pela União Internacional pelo Controle do Câncer e possui apoio da OMS. O dia 4 de fevereiro é a data escolhida para essa campanha que tem por objetivo aumentar a consciência e educação sobre a doença.

Para nós, da Oncotrata, a palavra do paciente sobre a sua trajetória, suas lutas, vitórias e revezes na batalha contra o câncer é de fundamental importância, pois cada indivíduo é único e merece ser ouvido, acolhido e respeitado de acordo com as suas necessidades.

Conheça um pouco do que pensa e sente alguns dos nossos pacientes sobre o caminho que os trouxe até aqui.

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Conheça a história da Aida:


Receber o diagnóstico de Carcinomatose Peritoneal foi muito apavorante. O primeiro pensamento foi “eu quero morrer”. E foi o que disse para o Dr. Marcelo Leite, que me respondeu: “o velhinho lá de cima é que sabe a hora”.

A 1ª coisa a fazer foi avisar a família e amigos próximos para compartilhar minha dor. E o apoio foi tanto que no outro dia eu queria era VIVER.

Minha família e amigos estiveram comigo sempre, me encorajando, me acompanhando, preparando minha alimentação e meu lanche, enfim, na luta comigo. E sem dramas. Isso me deu tanta força que encarei todo o processo com muita disposição para lutar.

A Oncotrata me recebeu de braços abertos desde a entrada na portaria até os lanches da Jéssica. Me senti como se todos ali fossem da minha família. Eu não me sentia doente. Ali eu recebia as gotas da Cura e ainda compartilhava minhas experiências com as “colegas de poltrona”.

Encarei a queda dos cabelos como uma oportunidade de mudar meu visual (sempre usei cabelos compridos). E os meus apoiadores adoravam minha careca. E eu também me achava linda. Assumi a careca usando fitinhas coloridas que minha amiga fez. Tenho várias.

Quando me perguntam como estou, eu digo sempre CADA DIA MELHOR. Procurei terapias paralelas porque faz parte da evolução e para ficar mais tranquila.

No processo doença/cura é preciso acreditar numa força superior e na energia de luz que há dentro de nós e ter o apoio da família e amigos.

Soma-se a tudo isto, as conversas com a Natália, as receitas da Fernanda, cujas fórmulas me deixam firme e forte e a equipe de enfermagem que com muita competência, serenidade e atenção me deixa tranquila.

Gratidão ao Dr. Matheus, à equipe do Dr. Omar Bacha, que realizou a cirurgia e à Dra. Carolina Canabarro que me cuida e esclarece com muito amor todas as minhas dúvidas.

Hoje encaro com serenidade e agradeço por cada novo amanhecer. Vivo um dia de cada vez.

 Conheça a história de Anke:

 

UM CAPÍTULO ESPECIAL EM MINHA VIDA

Em janeiro de 2003, a Equipe de rafting Feminina da Radical Sul, de Bento Gonçalves, começava seus treinos para o X Campeonato Brasileiro de Rafting, que seria em Nova Roma do Sul.


Nossos treinos eram todos os finais de semana. Em final de março fiz o meu check up anual na ginecologista. Quando veio o resultado da mamografia, foi sugerida uma mamotomia onde o diagnóstico final foi um câncer de mama inicial.


Quando fiquei sabendo do resultado, numa sexta-feira final de tarde, fui direto para casa e contar para a minha família. Minha mãe ficou preocupada e meu pai, já com Alzheimer, do seu jeito ainda entendia que eu estava com alguma coisa mais séria, ficou calado. Algumas lágrimas apareceram, mas em seguida dei dois telefonemas: o primeiro para uma pessoa que além de um grande, especial e eterno amigo, na época era o meu “ficante”, que não imaginava que poderia ser câncer; e o segundo para minha amiga e capitã da equipe de rafting Márcia, pois tinha que combinar a que horas iríamos viajar a Bento para os treinos e esta ficou super triste achando que eu não iria mais.


Em casa, pedi que contassem ao meu irmão e avisei que estava indo para meu último treino dentro do bote, e para equipe disse que estaria todos os finais de semana que eu pudesse na beira do Rio das Antas, dando o apoio que elas precisassem.


Os amigos de Bento ficaram tristes, mas otimistas. Na segunda-feira seguinte meu irmão e sua família, muito preocupados conversaram comigo e fomos ouvir a opinião de 2 a 3 médicos bem conceituados e comecei a ficar mais tranqüila, quando todos me disseram que um câncer inicial, ainda dentro dos ductos mamários, a cirurgia era rápida e com 95% de cura.


Na última médica, foi onde eu me senti mais à vontade e com uma segurança muito grande. Saí do consultório já com cirurgia marcada para 4 dias depois.


Feita a cirurgia chamada de setorectomia,  onde é retirada a área afetada e mais uma região de prevenção, a análise da biópsia (que acusou uma das células cancerígenas invasoras), foi sugerido o esvaziamento para a retirada dos linfonodos para maior segurança, que foi feita 10 dias depois.


Nesta segunda intervenção muitos no hospital já me conheciam fosse pela primeira cirurgia, ou fosse por tantas idas e vindas com pai, mãe, sobrinhos, visitas a amigos, recém nascidos, etc. Como gosto de dizer, virei Pós Graduada (PHD) em Hospital e sócia atleta do Hospital Moinhos de Vento. Na ocasião na sala onde ficam os pacientes aguardando os anestesistas, estávamos todos com os aventais limpinhos aguardando a hora da faca, 4 mulheres a acalentar um único homem que estava para fazer a sua primeira cirurgia na vida como se fosse uma roda de amigos a espera do chimarrão.


Na recuperação eu só queria saber do jogo do Grêmio e curiosa para saber em que quarto iria ficar, pois na primeira intervenção o mesmo fez muito sucesso com o número 169 e com as várias visitas divertidas que recebi; tive azar não foi o mesmo, mas as visitas sim.


Em casa, literalmente de molho por 15 dias, fui quebrando a monotonia assistindo as partidas do meu time de amigas e futebol com dreno e tudo. Com o dreno recém tirado, fiquei  namorando muito, com pontos, mas sem sexo selvagem com o meu namorado/ficante, tudo com autorização da minha médica.


Além disso, estava liberada para dirigir e com grandes possibilidades de competir, já que faltavam 20 dias para o campeonato e havia sido decidido que só precisaria fazer radioterapia.

Quando recebi a permissão para remar o campeonato ficou acertado que faria a radioterapia logo após a competição, e os 15 dias faltantes de fisioterapia 3 x por semana. Como me senti muito bem com o remo no final de semana anterior as provas, a nossa equipe foi denominada de AS MONSTRAS, nome que ficou até hoje.


Fizemos todas as provas e foi a maior superação para todas nós. O choro foi coletivo quando terminamos a primeira prova com um ótimo tempo. Infelizmente não ganhamos o campeonato, mas só de estar ali dentro do bote era algo inexplicável.


Só valeram as idas ao rio, aos jogos de futebol, o contato com os amigos, colegas, familiares, a volta o mais breve possível a vida normal. Tudo isso nos dá a energia que precisamos para refletirmos sobre o que nos levou ao câncer; que temos que mudar de vida, nos dando o direito de ter mais tempo para nós mesmas, de poder dizer não; de centralizar a nossa força para superarmos obstáculos, ponderando sobre tudo buscando sermos cada vez mais felizes.  

Este capítulo se passou quando eu tinha 39 anos. Hoje não tenho mais o ficante, mas tenho o meu maior amigo, companheiro, consultor, parceiro, ouvinte, e muito mais que não consigo expressar; o meu marido Ricardo, a quem reencontrei depois de conviver na adolescência,7 anos após a cirurgia, com quem hoje sou casada.


Obrigada aos meus médicos, amigos e familiares, que em qualquer lugar e de qualquer jeito foram e são tão importantes na minha vida.
Este capítulo passou e aprendi e continuo aprendendo muito depois dele, principalmente com as pessoas que comecei a conviver.

Meu nome é: Anke, nasci em 09/07/1963, não tive filhos, jogava futebol, pratico rafting quando oportuniza, faço caminhada e academia, cuido da minha alimentação e sou muito feliz!

Conheça a história de Vânio:

 

2º Sgt RR (aposentado) 48 anos casado, pai de três filhos e uma neta. Até setembro de 2017, tinha uma vida normal, sempre fazia meus exames de seis em seis meses sempre dando resultados normais, até que em final de setembro de 2017, tive alguns sintomas que me obrigaram a consultar com Proctologista, o qual no exame de colonoscopia, foi visto um tumor de 06 centímetros no intestino a 25 centímetros do ânus, sendo de imediato marcado uma cirurgia. Sendo retirado o tumor, o cirurgião também viu 4 metástase no fígado, após isso fui encaminhado à Clínica ONCOTRATA.

 

Quando recebemos um diagnóstico de câncer, parece que a gente perde o equilíbrio e cai, e não para mais de cair, se não nos controlarmos morremos só pelo fato de termos recebido a notícia, no primeiro momento eu quis me isolar, não falar para ninguém, depois resolvi enfrentar a doença de frente cabeça erguida, com medo mas no controle deste sentimento, graças a Deus tenho um Anjo ao meu lado, minha esposa Clarice que nunca saiu de perto de mim nem um minuto sempre me dando força.


Em 04 de Outubro de 2017, tive meu primeiro contato na Oncotrata, consulta com a Dra. Andrea Moretto. Em meu primeiro contato com a Dra. Andrea aconteceu algo que nunca vou me esquecer: com 47 anos de vida com diagnóstico de câncer a minha Oncologista me abraçou e me deu um beijo, nunca imaginei que na minha vida isso iria acontecer. Nesse dia começou a Guerra contra o câncer com um Batalhão de ANJOS, todos trabalhando na CLÍNICA (Quartel) ONCOTRATA.

 

Se nós pacientes oncológicos tivermos Fé, apoio da família, amigos e parentes, e ir fazer o Tratamento com os profissionais da Oncontrata, quero afirmar que só não sobrevive muito mais do que o diagnóstico fala, se o CARA lá de cima Deus, precisar urgentemente de nossos serviço.

 

Eu queria poder falar para todos os pacientes oncológicos que às vezes o nosso pessimismo, pânico, a falta de apoio das pessoas que nos rodeiam, nos matam muito mais rápido que o câncer.


Descobri que quando somos diagnosticados com qualquer tipo de câncer, raras vezes nos curamos mas sim temos uma sobrevida, principalmente com esses pilares:

DEUS, FÉ FAMÍLIA, MEDICINA E AMIGOS.

Quero dizer Dra. Natália que nunca falei nas vezes que tive oportunidade de falar nos eventos, que nunca em nenhum momento da minha vida desde o fatídico dia que soube que estava com câncer, nunca deixei de fazer projetos para minha vida por causa da doença, nunca pensei em um dia após o outro, só de pensar um dia após o outro parece sim que estou me matando aos poucos, e criar projeto para o meu futuro e dos meus filhos e esposa me deixou mais forte para enfrentar a doença.


Neste momento que estou escrevendo este relato é dia 23 de Janeiro de 2019, às 14 horas e 56 minutos estou fazendo da minha sala na Função de Diretor Operacional da Guarda Civil do Município de Imbé, projeto que tinha na minha vida antes da doença e que em nenhum momento perdi a Fé ou esperança que um dia assumiria essa função.


Essa frase foi completada pela Sra Dra, eu Disse em uma das consultas que tive com a Sra, “Doutora Eu Tenho muita FÉ” e a Senhora me respondeu: “Fé quem tem vive mais”, Vânio. Essa frase está tatuada nas minhas costas.

 

Conheça a história de Patrícia:

 

Me chamo Patrícia e tenho 58 anos e sou mãe de três filhos.

 

Em agosto de 2016 fui diagnosticada com câncer na mama esquerda, mas eu sentia dores nas costas, ou seja, metástase nos ossos e pulmão. Primeiro fiz radioterapia - 20 sessões direcionadas para a coluna e pulmão. As dores passaram.

 

Quando recebi a notícia foi um baque. minha filha estava viajando fazendo um curso, como ia dizer. Dividi somente com os dois filhos e meus pais. Mas também dividi com Padre Marcio da Igreja Auxiliadora que me deu bênção com a unção dos enfermos. Foi um remédio de fé e esperança.

 

Com a notícia perdi a minha voz, passei um bom tempo sem voz. Minha filha ligava perguntando das dores e eu falava que estava melhorando. Quando ela voltou, contei para ela e para meus irmãos.

 

Tive durante meu tratamento força de toda família, de amigos e da comunidade paroquial da Igreja Auxiliadora, onde sou coordenadora do conselho e participante das missas. Fiquei afastada das leituras e palestras, só fazia serviço burocrático.

 

A Quimioterapia começou dia 04 de outubro de 2016 e terminou em 17 de maio de 2017. Continuo fazendo a aplicação de ácido zonet e desde junho de 2017 tomo anastrozol.

Em julho de 2017 fiz a cirurgia para a retirada da mama esquerda e colocar a prótese, mas não consegui ficar com a prótese e retirei. Fiquei até abril de 2018 sem prótese, quando coloquei um expansor e em agosto fiz a reconstrução da mama.

 

Durante todo o tratamento não me fiz de vítima, eu tinha uma doença mas eu não era uma doente. Caíram os cabelos mas usei peruca.

 

Depois da cirurgia, Dra. Ana Paula mandou eu dividir as energias no Mais Vida onde faço todas as segundas reiki e psicologia.

 

Está me fazendo muito bem. Meu conselho a todos: tem que ser vitoriosa, sempre com fé, força, ser forte e conte com o apoio de casa e dos amigos.